No dia 20 de maio de 1955, a seleção lusitana enfrentava a Suécia, em amistoso. E perdia por 6 x 2, placar da vitória do Brasil nesta quarta-feira. Mas esta não foi a derrota mais dolorosa. Conheça a seguir outros micos portugueses no placar eletrônico.
Ainda não tive oportunidade, muito menos tempo, para ir até o novo Estádio Bezerrão. Por isso, não darei opinião sobre o que não vi ao vivo, no dia da partida. Falar com base no que se ouviu dizer é injusto. Por isso, quero ouvir a opinião de você que esteve na nova arena vendo o treino de terça ou o jogo de quarta-feira. O que achou das instalações, conforto, visibilidade, estacionamento, alimentação, segurança, saneamento (desde a limpeza dos assentos aos banheiros). Enfim, o espaço é seu. Que nota você dá para o Bezerrão? Justifique a resposta.
O escrete canarinho só havia aplicado o placar da vitória sobre Portugal, quarta-feira, na reinauguração do Estádio Bezerrão, duas vezes. A primeira ocorreu 20 de dezembro de 1945, nos 6 x 2 sobre a Argentina, pela Copa Roca, no Maracanã. Ademir Menezes (2), Leônidas da Silva, Chico, Zizinho e Heleno de Freitas marcaram para o Brasil. A segunda vítima foi a Colômbia, no dia 21 de agosto de 1969, novamente no Rio. Daquela vez, pelas Eliminatórias para a Copa de 1970. Tostão (2), Edu, Pelé, Rivellino e Jairzinho assinaram a goleada. Agora, sobrou para Portugal, com três de Luís Fabiano, um de Elano, outro de Maicon e um de Adriano. Por que a seleção de Dunga venceu tão fácil? Jogou bem, ou Portugal foi desleixado? Quem foi o melhor em campo?
Carlos Queiroz anunciou seu "onze inicial", como dizem os portugueses, para enfrentar o Brasil, às 22h, no Bezerrão:
1 - Quim; 4 - Bosingwa, 15 - Pepe, 2 - Bruno Alves e 3 - Paulo Ferreira; 19 - Tiago, 20 - Deco e 18 - Maniche; 7 - Cristiano Ronaldo, 8 - Danny 18 e 11 Simão.
No banco de reservas estarão Eduardo (12), Fernando Meira (5), Rolando (14), Miguel (13), João Moutinho (10), Raul Meireles (6), César Peixoto (16), Hugo Almeida (9) e Nani (17).
Os 41 artistas do espetáculo de reabertura do Estádio Bezerrão, às 22h desta quarta-feira, custam, juntos, quase R$ 1,6 bilhão. Para variar, os valores de mercado do brasileiro Kaká (55 milhões de euros ou R$ 155,6) e do português Cristiano Ronaldo (60 milhões de euros ou R$ 169.8 milhões) são os mais caros de cada seleção segundo o site alemão especializado www.transfermarkt.de, especializado na bolsa de valores do planeta futebol. Ah, mais uma curiosidade: dizem que o investimento para reformar o Bezerrão foi de R$ 50 milhões: um Adriano! Hoje, o Imperador é avaliado em 18 milhões de euros.
Valor de mercado de cada jogador (em milhões de euros)
BRASIL
Júlio César (Internazionale) 16,5
Doni (Roma) 14
Maicon (Internazionale) 21
Daniel Alves (Barcelona) 26
Kleber(Santos) 2,5
Marcelo (Real Madrid) 7
Luisão (Benfica) 10,5
Miranda (São Paulo) 4,5
Thiago Silva (Fluminense) 6
Gilberto Silva (Panathinaikos) 6
Josué (Wolfsburg) 7
Elano (Manchester City) 14
Anderson (Manchester United) 22
Kaká (Milan) 55
Diego (Werder Bremen) 23
Mancini (Internazionale) 19
Alex (Internacional) 6
Robinho (Manchester City) 34
Luís Fabiano (Sevilla) 22
Alexandre Pato (Milan) 15
Adriano (Internazionale) 18
Valor total: 349 milhões de euros (R$ 987,7 milhões)
PORTUGAL
Quim (Benfica) 3,5
Eduardo (Braga) 3,1
Bosingwa (Chelsea) 17
Paulo Ferreira (Chelsea) 6,5
Fernando Meira (Galatasaray) 10
Bruno Alves (Porto) 8,5
Pepe (Real Madrid) 22
Rolando (Porto) 2,5
Miguel (Valencia) 8
Maniche (Atlético de Madrid) 6
João Moutinho (Sporting) 13,5
Danny (Zenit) 15
Raul Meireles (Porto) 7
Deco (Chelsea) 15
Cesar Peixoto (Braga) 2,2
Tiago (Juventus) 8
Simão Sabrosa (Atlético de Madrid) 18
Cristiano Ronaldo (Manchester United) 60
Nani (Manchester United) 19
Hugo Almeida (Werder Bremen) 7
Valor total: 197,8 milhões de euros (R$ 559,7 milhões)
Grande Gustavo Mariani! Quando precisamos de algum detalhe histórico sobre o futebol do Distrito Federal, rolamos a bola para ele, a nossa "máquina do tempo". Dia desses, ele chegou indignado, na redação. "Marcão, tá todo mundo dando o placar errado da partida de inauguração do Bezerrão, em 9 de outubro de 1977. O Botafogo não ganhou por 2 x 1 do Gama. De jeito nenhum! Não sei de onde estão tirando isso. Eu tava lá, cara! Cobri o jogo. Foi 3 x 0, 3 x 0 (repetiu) para o Botafogo! E o primeiro gol não foi do Gil. T'a errado. Foi do Mendonça! O Gil fez o segundo. Tenho o registro da partida lá em casa, inclusive com fotos. Vou escrever uma matéria para o dia do jogo", avisou. A deliciosa matéria UM BAILE ALVINEGRO, assinada pelo nosso "Romarinho" Mariani, que vive anunciando aposentadoria, mas sempre adia, está publicada na página 9 desta quarta-feira do Caderno Torcida do Jornal de Brasília. Confesso, Mariani. Cheguei a desconfiar do teu 3 x 0. Até liguei no departamento de história e estatística do Botafogo, mas eles também confirmaram o placar. Moral da história: nem sempre acreditem nos google, wikipedias e cadês da vida. Parabéns, "Baixinho" Mariani, pelo gol de placa! E só se aposente quando fizer o gol (ops!) a matéria 1000. Ou 10.000???
Tenho um amigo, em Lisboa, chamado Filipe Dias. Português fanático pelo Sporting, e o Vasco, no Brasil, ele conversa sempre comigo via msn. É jornalista e trabalha no diário O Jogo. Num desses bate-papos, conversamos sobre o duelo Brasil x Portugal desta noite, na reinauguração do Estádio Bezerrão. Perguntei se ele poderia me mandar um texto com a visão dele sobre o confronto entre Kaká, o atual melhor do mundo, e Cristiano Ronaldo, virtual sucessor do jogador nascido no Gama. Ele topou na hora. O texto dele abre a apresentação do jogo, hoje, no Caderno Torcida do Jornal de Brasília. Segue a íntegra do texto, mantendo a fidelidade à Língua Portuguesa original.
UMA DINASTIA LUSO-BRASILEIRO
Filipe Dias, redador do jornal O JOGO, de Portugal
O Brasil x Portugal de hoje é mais que um encontro de irmãos separados pelo Atlântico mas unidos por séculos de história comum e, não menos importante que os ventos do tempo, pela paixão ardente do futebol, seus encantos e angústias. Estarão no gramado o rei do futebol mundial, o consagrado Kaká, e o príncipe aspirante à coroa, Cristiano Ronaldo. Todos os olhos estarão colados no desempenho de ambos. O primeiro, considerado o melhor jogador do Mundo pela FIFA em 2007 depois das muitas maravilhas produzidas com a bola no pé, e o segundo, terceiro classificado no galardão que consagrou o meia brasileiro e candidato principal a prosseguir uma dinastia onde falar português tem sido a ordem.
Sentado no trono, um altaneiro Kaká disse de sua justiça e considerou o ponta português como seu sucessor natural e até Dunga, sem poder votar num compatriota, já disse que o seu eleito é o sete do Manchester United. Não é para menos. Aos 23 anos, Ronaldo coleccionou 26 títulos entre individuais e coletivos, com destaque para a vitória na maior prova de clubes no globo: a Champions League do ano passado. Em poucos anos, pulverizou recordes, deu um “chega prá lá” em monstros sagrados como George Best, Denis Law, Bobby Charlton e David Beckham para ter lugar no apertado pódium de lendas do Manchester United – a par do Real Madrid o mais amado dos emblemas europeus no Mundo -, ganhou a braçadeira da seleção portuguesa onde dá novo significado ao termo importância e tudo sem perder o ar moleque, quase insolente, para quem encarar o reserva em jogo-treino ou o mais poderoso dos adversários em partida de vida ou morte é absorvido com a mesma desfaçatez, auto-confiança, velocidade irreal, técnica de mexer com a saúde adversária e golos incríveis e assíduos para que a festa não falte na arquibancada. Daqui por (poucos) anos, a garotada vai rezar de cor os maiores astros portugueses da pelota: Eusébio, Figo e Ronaldo. Porventura, a ordem nem será essa. A lista brasileira é do tamanho do país e do talento que dele emerge a um ritmo deliciosamente difícil de acompanhar.
Nada mais justo ou lusitano se Ronaldo for eleito FIFA World Player of the Year, mas luso, sim, muito por força da inesgotável magia brasileira: são 9 vitórias de atletas que falam o idioma de Camões em 17 edições: Ronaldo por três vezes, Ronaldinho por duas, Romário, Rivaldo e, claro está, Kaká. Da “terrinha”, Figo chamou a si o prêmio e agora Ronaldo exige o ceptro para continuar a dinastia. Em Portugal, todos aquiesceram em 2007 quando Kaká levou o título para casa, mas ver Messi ficar em segundo à frente de Ronaldo foi sapo que ninguém engoliu. Dessa vez, contudo, parece que não tem jeito e vai dar o português, que, desde então, não escondeu o enfado provocado pelo terceiro posto e ainda comeu mais bola para esfregar na cara de quem ainda não se convenceu.
É apropriado, portanto, que um duelo entre o coroado e o principal pretendente se jogue na terra onde o futebol é ar que se respira e com português a dois sotaques. Os melhores do mundo costumam falar assim, antes até do prémio existir. Perguntem a Pelé e Eusébio.
Ao longo da história, a seleção brasileira só disputou uma partida no dia 19 de novembro, data do amistoso desta quarta-feira, na reabertura do Estádio Bezerrão, no Gama. Foi contra o Uruguai, em 2003, nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006. Resultad0: 3 x 3. A partida foi disputada no Pinheirão, em Curitiba. Kaká, Ronaldo (2 gols) marcaram para o Brasil. Diego Forlán e Gilberto Silva (contra) balançaram a rede para o Uruguai. O que você acha: a trupe de Dunga vencerá Portugal no Bezerrão?
Em conversa agora há pouco, por telefone, da Alemanha, o zagueiro brasiliense Lúcio revelou o motivo de seu corte da seleção brasileira para o amistoso desta quarta-feira, às 22h, contra Portugral, na reabertura do Estádio Bezerrão, no Gama. "Sofri uma contratura no músculo adutor da coxa direita. Ainda não sei o tempo que ficarei afastado. O médico do Bayern Munique ligou para o doutor José Luiz Runco, informou a situação e só tenho a lamentar. Queria muito jogar aí em Brasília. Passaria uns dias em casa, descansando, mas fica para o Natal. É um problema de saúde". A contusão ocorreu no empate do Bayern Munique com o Borussia Monchengladbach, por 2 x 2, pelo Campeonato Alemão. Embora desapontado, Lúcio topou arriscar um palpite para o jogão de quarta: "2 x 1, gols do Kaká e do Robinho para o Brasil, e do Cristiano Ronaldo, em quem votei para melhor do mundo, para Portugal", riu. Sem seu capitão preferido, Dunga terá de repassar a braçadeira a outro jogador. "Quando não estou, costuma ser o Juan, que não foi convocado, ou o Gilberto Silva. Mas quem sabe ele não dá moral para o Kaká, que joga em casa", brincou.
O zagueiro se machucou neste sábado, no empate por 2 x 2 do Bayern de Munique com o Borussia Monchengladbach, está cortado pelo técnico Dunga e não enfrenta Portugal, quarta-feira, às 22h, na reabetura do Estádio Bezerrão, no Gama. O capitão completou oito anos de seleção brasileira no último dia 15. A Confederação Brasileira de Futebol ainda não anunciou se Dunga chamará um substituto.