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W3 já foi uma das vias mais importantes e hoje sofre com
a ação do tempo
Bruna Torres
bruna.torres@jornaldebrasilia.com.r
A Avenida W3 na Asa Sul e na Asa Norte foi uma das vias mais importantes de Brasília. Isto porque todo o comércio se concentrava nela. Pela falta de shoppings e centros comerciais, todos iam até lá para comprar tudo que precisavam. Hoje, com o cenário diferente, ela passa por transformações com a chegada do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e os que a frequentam pedem por revitalização.
O aposentado João Cunha, de 69 anos, morou fora e retornou para Brasília este ano. Para ele, nada foi modificado. Na altura da Quadra 510 Sul, ele ressalta que as calçadas precisam ser arrumadas e as pichações devem acabar. "Acho que os pichadores deveriam ser coibidos e punidos mesmo. Meu filho andava com um que pichava, e mesmo sem nunca ter feito, ele foi punido pela polícia. Assim ele aprendeu", diz.
Feitas de paralelepípedos, a situação das calçadas não está em bom estado para cadeirantes. Marco Antônio dos Santos, 45 anos, vendedor, lembra que uma vez, enquanto desviava de alguns buracos, acabou caindo em um deles com a roda. O pneu estourou e ele precisou pagar R$ 38 por um novo. "Outra vez também cai da cadeira e me machuquei".
As paradas de ônibus também precisam de revitalização. A da Quadra 507 Sul, por exemplo, está totalmente coberta de propagandas coladas e o banco está se desfazendo. "Está aparecendo ferragens nos bancos e machucam a gente. Isso sem falar da sujeira e o mal cheiro aqui", conta Rita Marques, 40 anos, diarista.
norte
Na W3 Norte o cenário é um pouco melhor. Muitos acreditam que pelo fato de ter órgãos públicos no local, possa ser ter mais segurança, mas esta não é a opinião de Alan Miranda, 25 anos, vendedor na 511 Norte. "Aqui a noite é ponto de droga e de prostituição. Acho que cada bloco deveria ter um guarda para não permitir isso", ressalta ele.
Para os que por lá trafegam, o grande problema da W3 Norte são os bueiros. Muitos estão cheios de sujeira e sacos de lixo, o que facilita para que ocorram inundações, muito frequente nesta época de chuvas.
Fonte: BRUNA TORRES

