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Publicação:Segunda-feira, 03/10/2011às 15:22:04

Mostra competitiva termina com casa cheia


Felipe Romero

felipe.romero@jornaldebrasilia.com.br

 

A chuva que caiu na noite de domingo (2) não afastou o público da última noite da mostra competitiva do 44 Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. As duas sessões no Cine Brasília ficaram lotadas, e o público novamente participou intensamente das projeções. Os destaques da noite foram o curta-metragem L, da paulista Thais Fujinaga, e o documentário Vou Rifar Meu Coração, no qual a diretor Ana Rieper explora a relação da música brega com seu público.

 

No documentário, Rieper explora depoimentos (às vezes controversos) de artistas do estilo e de personagens escolhidos durante meses de pesquisa nos estados de Sergipe e Alagoas. “Vários depoimentos acabaram ficando de fora, por termos uma limitação de tempo e porque os que entraram não poderia ser superficiais”, declarou a diretora após a exibição do filme. Esta foi a estreia do longa, e Rieper disse estar feliz com a reação do público. Em uma cena o cantor Wando aparece em um show e parte do público do cinema cantou a música junto do cantor. “Gostei que o filme é contra o preconceito musical”, opina o professor Jean Cloub.

 

O curta L mostra os complexos inerentes à pré-adolescência por meio de dois personagens. Teté odeia o tamanho de seus pés, mas começa a encarar com mais leveza a gozação dos colegas após conhecer Héctor, um chinês com cabelo crespo. O filme trata de temas comuns da fase, mas foge de clichés para discutir o assunto. “O filme é muito sutil e poético”, comenta a estudante Luciana Alves. O filme foi aplaudido várias vezes durante a exibição e novamente após o término dos créditos. “Estava nervosa, o começo do filme é mais denso, mas o público foi acompanhando e reagindo bem. Fiquei muito feliz.”, avalia a cineasta.

 

A noite ainda teve duas produções brasilienses. Ciclo, animação do estudante de Artes Visuais Lucas Marques de Sampaio, faz uma viagem sobre as relações de parasitismo entre dois seres. Foi bastante aplaudido ao final da exibição.

 

A outra produção local foi Um Pouco de Dois, de Danielle Araújo e Jackeline Salomão. Exibido pela primeira vez, o filme mistura documentário e ficção para discutir o amor. “Só a gente que é de Brasília sabe o que significa estar nesse palco”, disse Jackeline Salomão sobre apresentar o filme no festival. “Fiquei feliz com a recepção, algumas pessoas vieram falar que se identificaram com o filme”, comentou Salomão ao final da sessão.

 

A outra animação da noite foi Rái Sossaith, de Thomate. O filme mostra o velório do apresentador Atail Menezes, em que os melhores momentos de seu programa (Rái Sossaith) são exibidos , um deboche escrachado da alta sociedade. A plateia riu durante todo o filme, que mostra logo no começo o ex-ministro António Palocci chegando ao funeral de Atail. “Esse filme é uma homenagem a duas grandes figuras de Ribeirão aqui em Brasília, os ministros Palocci e Wagner Rossi”, ironizou o diretor ao apresentar o filme.

 

Os filmes serão reprisados no Centro Cultural Banco do Brasil nesta segunda-feira (3), às 17h30 e 20h30.

 

O ClicaBrasilia transmite em tempo real a premiação do festival nesta segunda, a partir das 20h, direto do Cine Brasília.

 

Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br

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