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Publicação: Quarta-feira, 28/03/2012 às 19:24:00

 

Polícia prende homem que teria desviado quase R$ 5 milhões em cheques do BRB

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Eric Zambon

eric.zambon@jornaldebrasilia.com.br

 

Um homem foi preso na manhã desta quarta-feira (28), em Ceilândia Norte, com cerca de três mil cheques que teriam sido desviados do Banco de Brasília (BRB) desde o ano passado. O suspeito já teria causado prejuízo de cerca de R$ 2 milhões e estaria prestes a lesar o banco em mais R$ 5 milhões, de acordo com a Polícia.

Segundo o delegado Júlio César de Oliveira Silva, da Delegacia de Defraudações e Falsificações do Distrito Federal (DEF), o suspeito L.S.C.S, 23 anos, era um funcionário terceirizado do BRB responsável por microfilmagens de cártulas de cheques já descontados antes de enviá-las para destruição. O rapaz estaria desviando os talões compensados e adulterando-os, de acordo com a Polícia, com algum tipo de solvente removedor de tinta para apagar os sinais de que a folha já fora utilizada. L.S estaria, então, depositando os cheques novamente, desta vez na conta de terceiros ainda não identificados.

A operação ‘Metamorfose’ da DEF, responsável pela apreensão, estaria monitorando as atividades do suspeito há alguns meses e teria chegado ao acusado por meio de reclamações de clientes do BRB, que teriam denunciado duplicidade na compensação de alguns cheques. A equipe de segurança da própria instituição financeira também teria contribuído com as investigações.

“Este é um crime relativamente novo para nós. Um crime que nos surpreendeu”, disse o delegado Júlio César. Para ele, há mais pessoas envolvidas no caso devido à complexidade das ações. O suspeito teria, após confessar o delito, dito que não era o responsável pela adulteração dos cheques, apenas pelo desvio. “Trabalhamos com a hipótese de existir comparsas. Nenhuma linha de investigação está descartada ainda, mas não trabalhamos com a hipótese de outros funcionários do BRB envolvidos”, finalizou o delegado.

L.S. é funcionário há cinco anos de uma agência do BRB na quadra 410 da Asa Sul e morava com os pais. Ele deve responder por crime de estelionato e, caso condenado, pegar uma pena de 1 a 5 anos de prisão. Em nota, o banco informou que nenhum cliente será prejudicado e que o acusado vinha sendo vigiado após as suspeitas iniciais.



Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br
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