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Publicação: Quarta-feira, 25/04/2012 às 07:00:00   Atualização: 25/04/2012 às 08:12:15

 

Moradores de Águas Claras reclamam da escuridão, CEB diz que a cidade "cresceu demais"

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Gabriela Coelho
gabriela.coelho@jornaldebrasilia.com.br

 

Apopulação de Águas Claras está indignada, para dizer o mínimo. Tudo por conta das várias quedas de energia elétrica que têm ocorrido nos últimos dias na cidade, trazendo prejuízo aos moradores, comércio e serviço. Nessa semana, os moradores ficaram dois dias consecutivos sem luz. No domingo, as redes sociais Twitter e Facebook registraram centenas de reclamações, além de críticas à Companhia Energética de Brasília (CEB). É que alguns bairros ficaram até cinco horas sem energia. Na segunda-feira,  a cidade ficou mais três horas às escuras.


A CEB informou que houve desligamentos programados no domingo e que, na segunda-feira,  o problema se repetiu. De acordo com informações da CEB, técnicos da companhia encontraram um cabo partido na Avenida Copaíba. A empresa diz que o problema foi solucionado. O diretor de Operações da CEB, Fábio Batista, informa que a companhia pretende  fazer a troca dos cabos que levam a energia elétrica para Águas Claras nos próximos meses: “A cidade cresceu de um jeito rápido. E, em consequência disso, o consumo de energia também cresceu. A região necessita de cabos que suportem maior carga elétrica.”


Ao mesmo tempo em que os moradores reclamam de apagões em Águas Claras e em outras regiões do DF, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) afirma que o número de interrupções no fornecimento do serviço diminuiu. No primeiro trimestre de 2011 foram 1.459 interrupções de energia. E no primeiro trimestre deste ano foram 112.



A fisioterapeuta Vitória Franco, 46 anos, que mora no 8º andar de um edifício em Águas Claras,  desce de escada por ter medo de a energia acabar de repente. “Tenho medo de ficar presa no elevador. São picos que acontecem e logo depois vêm as quedas”, afirma. Segundo ela, vela e lanterna ficam no mesmo lugar da casa. “Como acaba a luz a qualquer hora, eu já sei para onde ir caso algo aconteça. O portão é automático, muitas vezes fica aberto. Meu filho chega tarde e  fico preocupada de alguém entrar no prédio.”


A fisioterapeuta já chegou a jogar alimentos no lixo depois da queda de energia. “O desgaste é imenso. A gente fica estressada com isso. É um incômodo, ainda mais após um dia  de trabalho. A gente paga caro e não tem um serviço direito”, protesta.


O padeiro Ailton Vieira, 27 anos, afirma que a padaria  onde trabalha teve de fechar mais cedo por conta da falta de luz. “A padaria fecha às 22h, mas teve de fechar 20h30”, conta. Segundo ele, na primeira queda dessa semana, a padaria teve um prejuízo de 500 pães. “Atrapalha porque temos de esperar a energia voltar para fazer os pães. Imagina a padaria amanhecer sem pão?”, fala. O aposentado Luiz Taira mora no 12ª andar e está indignado. “Tenho um filho com necessidades especiais. Ele não pode subir 12 andares. As manutenções devem melhorar a cidade.”



Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br
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