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Publicação: Domingo, 27/05/2012 às 08:13:42   Atualização: 27/05/2012 às 09:16:11

 

Nos últimos quatro anos, valorização foi superior a 100% em diversas regiões do DF

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Leandro Cipriano
leandro.cipriano@jornaldebrasilia.com.br

 

Não adianta fugir à regra. Os imóveis continuam sendo o investimento mais seguro  para quem deseja  retorno financeiro  garantido. Com as facilidades para obter crédito, além da queda dos juros nos financiamentos e o alongamento dos prazos de pagamento, essa realidade se tornou  mais acessível. Mas especialistas apontam que os investimentos devem ser feitos o quanto antes. Os que não  perderam tempo e aproveitaram o boom dos imóveis, nos últimos quatro anos, conseguiram valorizações superiores a  100% em imóveis no Distrito Federal. 


Caso do empresário Fabrício Araújo,  28 anos. Em 2007, ele comprou um apartamento de um dormitório em Águas Claras. Na época,  o metro quadrado na região valia  R$ 2.100. Em 2009, decidiu que era a hora de vender. Para sua surpresa, conseguiu  um valor quase três vezes maior  do que o investido no imóvel. “Foi uma valorização de 150%. Com o dinheiro, já comprei outra unidade na planta, que estou esperando valorizar. Para quem tem pouco dinheiro e quer investir, sempre é uma boa opção”, aconselha Fabrício. 

 


As regiões administrativas de Águas Claras, Ceilândia e Samambaia  foram onde os imóveis apresentaram as maiores valorizações do DF de 2008 para cá, atingindo  picos de 122%, 114% e 100%, respectivamente. Mas o  fenômeno não se limitou apenas localmente, afetando todo mercado imobiliário do País.


Preços  se mantiveram altos

 


Estudo  da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), da Universidade de São Paulo (USP), revela que apesar da menor valorização no valor do metro quadrado no País em abril, subindo 1,2% contra alta de 1,4% em março, ainda assim os preços se mantiveram altos. Segundo a pesquisa, em Brasília e regiões administrativas,  o metro quadrado de um apartamento novo custa em média  R$ 8.216. “Quem conseguiu comprar  imóvel em um momento mais favorável da economia obteve lucro”, resumiu o economista Eduardo Zylberstajn, responsável pela pesquisa.

 


De acordo com o presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda e Administração de Imóveis (Secovi-DF), Carlos Hiran Bentes David, imóveis no DF continuarão por muito tempo como investimentos sólidos. A estabilidade financeira do setor público   contribui para a formação de um mercado estável e em expansão. “Os imóveis sempre serão bons para investir, porque conseguem trazer uma rentabilidade  maior do que outros investimentos fariam  no mesmo período”, diz Hiran. “Até os bancos particulares enxergaram isso. Por isso oferecem mais prazos de financiamento e taxas de juros menores”.

 

Segundo o consultor imobiliário Jean Carlos de Oliveira, o mercado de Brasília ainda apresenta um deficit de cerca de 30 mil moradias, o que revela uma grande demanda por imóveis.  “No DF, sempre vai ter giro financeiro e pessoas que querem morar melhor. A evolução do preço do metro quadrado não vai parar, e enquanto a pessoa estiver se capitalizando, os preços aumentam. Por isso, quanto antes entrar no mercado, maior a chance de se dar bem”, aconselha  o consultor.

 

 

Um exemplo dado por Jean Carlos foi Samambaia. Cerca de 80% das compras de imóveis em 2011 foram realizadas somente para investimento. “São pessoas que entendem que um bem concreto valorizando é melhor do que deixar seu dinheiro em renda fixa, que no final do ano pode não dar nada e ainda ter os lucros comidos pelos impostos”, observa.


 Reflexo da economia

 


Fábio Teles é gerente regional de uma grande incorporadora nacional. Na sua avaliação, como o País atravessou as crises mundiais sem ter a economia afetada, isso refletiu no mercado imobiliário. Combinada ao aumento do poder aquisitivo dos brasileiros nos últimos anos e a expansão do crédito, a valorização imobiliária tende apenas a crescer.


“Investimentos na poupança, por exemplo, passam a render cada vez menos. Se tornaram limitados, enquanto os imóveis não. Como a demanda e o acesso à renda tem aumentado, isso justifica a valorização dos imóveis”, explicou Teles.

Para o diretor do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) de Águas Claras, Laerson Araújo,  a perspectiva de vendas continua positiva na cidade.

 

 


“Ano que vem terá  Copa das Confederações, e em 2014 será a Copa do Mundo. A valorização virá naturalmente. Hoje estamos em fase de acomodação, mas ainda terá valorização em torno de 10%  a 155% ao ano, o que é o natural”,   garante.



Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br
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