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Publicação: Domingo, 27/05/2012 às 08:34:50

 

Centenas de pessoas foram ao manifesto contra a agressão e ao machismo

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Camila Costa
camila.costa@jornaldebrasilia.com.br

 

 

“Homem, deixa o feminismo te libertar”. “Eu não nasci da sua costela, você  nasceu do meu útero”. “Sou vadia, sou livre”. Foi com estas frases escritas em cartazes e até mesmo no próprio corpo que centenas de mulheres protestaram contra o machismo e a agressão à mulher. Elas se manifestaram  a favor da liberdade de comportamento e de expressão, na tarde de ontem, durante a segunda edição da Marcha das Vadias. Muitos homens também apoiaram o evento que, segundo informações da Polícia Militar, reuniu aproximadamente 1,4 mil pessoas. No final, houve um topless coletivo.

 


A manifestação foi feita simultaneamente em 20 cidades no mundo. No Brasil,  mulheres no Rio de Janeiro, Belo Horizonte (MG) e São Paulo também foram às ruas.

 


A primeira Marcha das Vadias ocorreu em Toronto, no Canadá, no ano passado. A mobilização partiu de um grupo de estudantes da universidade local, depois de um policial declarar que o fato de as mulheres se vestirem com decotes e saias curtas, ou seja, como "vadias", poderia estimular o estupro.

 


 De acordo com a organização, a marcha recebeu o nome de “vadia” para que as mulheres não fiquem constrangidas com o termo. “É pelo fim da violência simbólica, para combater a ideia de que a mulher é inferior”, explicou uma das organizadoras  em Brasília, a antropóloga Júlia Zamboni, de 29 anos. Para ela, é possível reconhecer os efeitos imediatos da manifestação. No Facebook, por exemplo, mais de 5,5 mil pessoas já curtiram a página do evento. “Conseguimos trazer um diálogo para a sociedade, discutir o assunto e parar para refletir”, avaliou.

 


 

 


 A discussão surge nos relacionamentos, nas famílias, entre mães e filhas, como no caso da assistente judiciária D.R.L., de 24 anos, que foi com a filha, de sete anos, para a marcha. A menina sofreu violência física  por parte do pai e o tema da marcha ajuda a mãe a mostrar que as mulheres não devem sofrer agressão. “Ela quis me acompanhar e expliquei o que era o movimento. A marcha é, especialmente, importante para mim”, relatou.

 


  Gracira Oliveira, de 52 anos, é socióloga e participa de movimentos pela mulher desde a década de 80. Para ela, a força feminina conseguiu ganhar as ruas e, hoje, diferentemente da sua época, existe uma expressão mais ampla por parte das mulheres. “Tem uma diferença muito grande, que fará muito mais diferença no futuro. Essa mulherada vai mudar o mundo”, avaliou. A marcha saiu do Conic, passou pelo Eixo Monumental e pela W3 Norte e Sul.

 

 



Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br
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