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Publicação: Domingo, 27/05/2012 às 19:12:05   Atualização: 28/05/2012 às 08:12:33

 

Brunelli passou a noite em uma cela comum da 5ª DP

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Arlison Brito e Carlos Carone
redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

Após realizar exames no Instituto Médico Legal (IML), o ex-deputado distrital Rubens César Brunelli Júnior, foi levado à carceragem da 5ª Delegacia de Polícia onde se encontra preso. Ele se apresentou ao meio dia deste domingo (27) na mesma DP.


O pastor evangélico se livrou do assédio da imprensa e das algemas, condições para que a apresentação espontânea fosse feita dentro do prazo estipulado pela Polícia Civil. Seu advogado chegou a reclamar da infraestrutura da cela onde seu cliente se encontra encarcerado.


Desde 2009, Ministério Público do DF e a Divisão Especial de Combate ao Crime Organizado (Deco) investigam a suposta participação de Brunelli em um esquema de desvios de verbas públicas destinadas a uma instituição social comandada por seus familiares. Segundo a polícia, o rombo teria sido de pelo menos R$ 1,7 milhão e pode chegar a R$ 2,6 milhões.

 

O advogado do ex-distrital, Eduardo Toledo, afirmou, ontem, que entrou com o pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça do DF. No entanto, Toledo disse que a apresentação de Brunelli não está condicionada ao fato de conseguir uma resposta positiva do judiciário. “Com pedido negado ou não, Brunelli se apresentará na segunda-feira”, garantiu o advogado.

 

Toledo afirmou que irá representar judicialmente para garantir os direitos de seu cliente, que teria direito a Sala de Estado Maior – destinada à prisão de chefes de estado e advogados – e não ser encaminhando ao Centro de Detenção provisória (CDP), no complexo penitenciário da Papuda. “Brunelli é advogado e com cadastro ativo na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Caso o DF não tenha um Sala de Estado Maior, ele terá que cumprir prisão domiciliar”, disse.

 

Defesa rebate

 

Por fim, Toledo rebateu a afirmação da Polícia Civil em ter  considerado o ex-distrital foragido da Justiça. “Brunelli nunca esteve foragido. Mas é preciso deixar claro que está ocorrendo uma grande exposição midiática comandada pela polícia que não tem interesse em que Brunelli se entregue. Eles querem prendê-lo sem que eu possa ter acesso ao processo. Não estão levando em conta nem que ele tem residência fixa e não pode atrapalhar as investigações”, disparou o advogado.

 

As investigações conduzidas pela Deco mostram que Brunelli, também envolvido no escândalo Caixa de Pandora e que ficou conhecido nacionalmente pela “oração da propina”, foi responsável por emendas parlamentares que favoreceram a Associação Monte das Oliveiras (AMO), criada e gerida por seus parentes. A família do ex-distrital é dona da Casa Da Benção e dizia conduzir os projetos sociais da igreja por meio da associação.

 

As apurações policiais apontam que, em 2009, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Social e Transferência de Renda (Sedest) teria liberado R$ 1,7 milhão para a realização de quatro projetos sociais voltados a idosos. O valor, no entanto, nunca teria sido direcionado aos programas, que não foram executados. Outras duas emendas, que alcançaram R$ 900 mil, também teriam sido repassadas pela Sedest.

 



Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br
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