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Publicação: Domingo, 03/06/2012 às 10:03:30   Atualização: 03/06/2012 às 10:36:35

 

Rapaz de 21 anos é assassinado dentro de casa

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Gabriela Coelho

gabriela.coelho@jornaldebrasilia.com.br

 

Um jovem de 21 anos foi brutalmente assassinado na garagem de casa, na QC 1 do Riacho Fundo II, por volta das 8h ontem. De acordo com a polícia, A.P.S. foi morto com um tiro do peito.

 

Segundo a delegada de plantão Silvana Pereira, a polícia ainda não tem informações sobre o que teria motivado o crime. “As equipes estão na rua para saber o que aconteceu. Estamos à procura dos suspeitos, que segundo as investigações, eram três”, limitou-se a dizer.

 

Um vizinho do rapaz, que preferiu não se identificar, contou que ouviu dois disparos. “Eu estava dormindo e ouvi um disparo. Fui até o portão para escutar algo. Ali, escutei um segundo disparo. Dei um tempo e abri. Percebi que o pai da vítima estava correndo atrás de três pessoas, mas não conseguiu alcançar”, disse.

 

Um outro vizinho, o comerciante A.L.S.M., 47 anos, afirmou que A.P.S. era um rapaz tranquilo. “Ele quase não saía de casa. Os amigos que entravam na casa dele, mas ele mesmo, nunca vi nada de errado. É triste”, disse. 

 

Segundo a prima do rapaz, a administradora J.S., 30 anos, o trio teria pulado o portão da casa de A.P.S. e teria ido direto ao quarto da vítima. “Eles começaram uma discussão e o pai do A.P.S. teria tentado separá-los, mas não conseguiu evitar que acontecesse o pior”, explicou.

 

Segundo ela, o rapaz teria sido apreendido por atos infracionais quando ainda era adolescente e tinha voltado para casa há poucos dias. “No Dia das Mães, ele foi até a casa da mãe e pediu perdão por tudo que tinha feito de errado. Víamos que ele estava limpo e disposto a mudar, mas não deixaram ele se reerguer. Não o permitiram melhorar. Ele queria mudar de vida, era uma rapaz tranquilo”, afirmou a prima. 

 

J.S. contou ainda que a vítima só saía acompanhada de algum familiar. “Se ele quisesse ir para qualquer lugar, o pai levava e buscava. Cuidava dele e não deixava que ele entrasse de novo no caminho errado. São nessas horas que percebemos que não somos ninguém”, afirmou a prima, abalada. 

  

Gritos

 

Durante toda a manhã, familiares de A.P.S. foram até o local do crime. Por volta das 10h, a mãe do rapaz foi até a casa, não acreditou que o filho estivesse morto e precisou ser contida por familiares. “Eu não sei se vou aguentar essa dor. Não é justo tirarem meu filho de mim. Eu preciso abraçar meu filho. Não acredito que estou passando por isso”, gritava a mulher, que se jogava no chão e se debatia.

 

Insegurança

 

Moradores da região afirmam que a área não é perigosa, mas estão assustados com o ocorrido. “O que dá para perceber é que nem dentro de casa estamos seguros. O rapaz só saía acompanhado e estava sempre com as irmãs, feliz. É revoltante ver uma família se destruir assim”, afirmou um vizinho.

 

Já para a dona de casa M.S.S., 38 anos, o Riacho Fundo II já não é mais o mesmo. “A gente fica inseguro. Principalmente à noite, não se sabe o que vai encontrar pela frente. Polícia, a gente até vê, mas ainda assim se sente ameaçado. Vemos muitas drogas e pessoas assaltando outras no meio da rua, sem temor algum. O medo virou rotina das pessoas que moram aqui”, afirmou a mulher.



Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br
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