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Publicação: Domingo, 03/06/2012 às 11:40:03   Atualização: 03/06/2012 às 11:35:17

 

Dois bebês, diagnosticados com pneumonia, morrem após medicação

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Vinícius Borba

vinicius.borba@jornaldebrasilia.com.br

 

Dois bebês, de cinco e oito meses de idade e de diferentes famílias, morreram no Hospital Regional de Planaltina (HRP), na última sexta-feira. A causa teria sido suposta negligência médica. O menino e a menina apresentavam o mesmo quadro de pneumonia e tiveram medicação ministrada pouco antes de sofrerem parada cardíaca. 

 

A Polícia Civil investiga o caso e médicos, enfermeiros e diretores do hospital devem ser ouvidos. O Governo do Distrito Federal (GDF) informou que abriu sindicância para apurar o caso. Segundo nota divulgada pela Secretaria de Saúde do DF, “se for constatada a ocorrência de erro médico, ou erro em algum procedimento, o responsável, ou os responsáveis serão punidos”.

 

As duas vítimas foram internadas no dia 28 de maio. O menino, de cinco meses, foi internado às 7h daquele dia por apresentar tosse recorrente, segundo informações prestadas pela família à 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina). Já a menina estaria com dificuldades respiratórias e foi internada às 19h, diagnosticada com o quadro de pneumonia, segundo a Guia de Atendimento de Emergência do hospital.

 

O pai da menina Gabriele Tauani, Givanildo Cruz Souza, de 23 anos, afirmou que a filha vinha evoluindo com tranquilidade, até que na sexta-feira, por volta das 15h, uma médica passou fazendo avaliações e pediu a aplicação de um medicamento junto ao soro que havia sido trocado. “Pouco tempo depois de ser injetado o remédio, minha mulher percebeu que a neném começou a fazer força e a ficar roxa. Ela pediu socorro e as enfermeiras e médicos passaram a tentar salvá-la”, disse. Contudo, a criança não resistiu e morreu.

 

Por volta das 16h, segundo a tia do menino de cinco meses, uma médica também teria receitado medicação diferente da que havia sido ministrada anteriormente e o bebê, da mesma forma, não resistiu. A tia da criança, que preferiu não se identificar, disse que a família espera justiça. “A mãe dele está arrasada. Esperamos uma providência”, frisou a mulher. 

 

Revolta

Na tarde de ontem, Givanildo sofreu uma de suas maiores dores ao perder sua única filha, a bebê Gabriele Tauani, que morreu aos oito meses após ter sido internada no HRP. “É triste demais. Acompanhei toda a tentativa de reanimação de minha filha, mas não conseguiram salvar a vida dela. Eu estava lá pedindo aos médicos para não desistirem”, disse. Ele conta que sua esposa teve sérias dificuldades para engravidar e que passou por uma gravidez de grande risco. “Agora para termos outro filho será muito mais difícil. É desanimador”.

 

Para o avô da menina, Jaime Rabelo da Silva, de 63 anos, a situação é inaceitável. Ele tenta unir forças para lutar contra a tragédia familiar. “Duas crianças numa mesma tarde, do mesmo jeito. Isso não pode ficar em branco”, revolta-se. “A saúde está jogada para as baratas, médico falta o tempo todo e agora isso. Vamos esperar o laudo para saber o que aponta, mas vamos até o fim”, completou.



Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br
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