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Publicação: Sábado, 23/06/2012 às 08:08:46

 

Batalhão Escolar faz operações para evitar consumo de drogas e brigas

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Gabriela Coelho
gabriela.coelho@jornaldebrasilia.com.br

 

Consumo de drogas e brigas nas saídas das aulas. Estes são os maiores problemas de segurança encontrados nas escolas do Distrito Federal, principalmente nas da rede pública. Os estudantes com idades entre 11 e 14 anos, do Ensino Fundamental, são os que mais preocupam o Batalhão Escolar da Polícia Militar, que iniciou uma série de operações dentro das instituições de ensino.

 


Alunos e funcionários têm medo do que acontece dentro da escola e muitas vezes nas imediações. Com o intuito de prevenir crimes e alertar crianças e professores, o Batalhão Escolar implementou  um trabalho de prevenção, que teve início pelo Guará. De acordo com 1º Batalhão de Policiamento Escolar, dez  operações ocorreram  de janeiro a maio deste ano  em 30 escolas particulares e públicas da região. “As escolas que mais dão trabalho são as públicas, pelo fato de algumas não usufruírem de uma certa estrutura e recursos necessários”, explicou o major Valtênio de Oliveira.

 


 “Os jovens do Ensino Fundamental estão em uma idade que requer mais cuidados porque a curiosidade, muitas vezes pelo errado, prevalece. Quando a polícia acha algum objeto em posse desses jovens, os que têm menos de 12 anos são levados para o Conselho Tutelar e os maiores de 12 para a Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA)”, afirma o major.


  Pais preocupados

 


  Pai de quatro filhos que estudam em escolas públicas da região, José Augusto Rodrigues, 39 anos, afirma que não deixa os filhos irem sozinhos para a escola. “Eu e outros pais vemos muitas coisas erradas, tanto dentro das escolas como fora delas. Quase todos os dias ficam pessoas vendendo drogas nas imediações e até bem próximos do portão. Tenho medo que meus filhos se envolvam com essas drogas”, afirmou o pai. Segundo ele, não existe policiamento nas escolas. “Pode ser que agora a situação melhore com essas operações. Eu acho que a polícia tem de aparecer por conta própria e abordar mesmo. Só assim as pessoas serão pegas de surpresa e dará certo”, afirma.


 

De acordo com o major Valtênio de Oliveira, a polícia conta com a ajuda de cães farejadores nas escolas. “Geralmente, os alunos escondem drogas e objetos cortantes nas mochilas, em partes escondidas de banheiros e até mesmo em buracos nos muros do estabelecimento de ensino. Com os cães, o resultado pode ser melhor porque eles encontram objetos que muitas vezes a polícia não encontra”, disse.



Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br
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